Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

The Doors - Texas Radio and the Big Beat/Love me Two Times



Em Fevereiro de 1969, Morrison assistiu a uma peça de teatro que mudou o curso da sua vida, bem como do destino do grupo. No Bovard Auditorium da University of Southern California os The Living Theatre apresentaram uma peça bastante pesada que urgia às pessoas para rejeitarem as suas inibições à liberdade.

A peça apelou à demanda pessoal de Morrison pela sua liberdade pessoal, resultando numa Jam session em estúdio na noite seguinte, 25 de Fevereiro, que se tornou a lendária sessão "Rock is Dead", lançada posteriormente em 1997 no The Doors box set, e antecedeu um episódio muito discutível da vida de Morrison e uma das histórias mais notórias do rock.

O incidente ocorreu a 1 de Março de 1969, num concerto dado em Miami, na Florida, no Dinner Key Auditorium. Morrison supostamente expôs-se durante o desempenho. Tinha estado a beber desde o seu voo para o concerto. O auditório de 6,900 lugares estava lotado com quase o dobro da sua capacidade, e não tinha ar condicionado. Assim que a banda entrou em palco, Morrison começou a berrar ao microfone:

"Now listen here, I ain't talking 'bout no revolution, and I'm not talkin' about no demonstrations.

"I'm talking about having a good time, I'm talking about having a good time this summer. And you all come out to L.A., you all get out there, we're gonna lie down there in the sand and rub our toes in the ocean, and we're gonna have a good time, are you ready, are you ready, are you ready, are you ready, are you ready, are you ready, are you ready, are you ready?

"Now listen! I used to think the whole thing was a big joke. I used to think it was something to laugh about. And then the last couple of nights I met some people who were doing somethin'! They're tryin' to change the world! And I wanna get on that trip! I wanna change the world. Wanna change it. Yeeeeeeaaaaaahhh - change it."

Em alguns minutos Morrison mudava de tom:

"Now listen, I'm not talkin' about no revolution, an' I'm not talkin' about no demonstration! I'm talkin' about having fun! I'm talkin' about dancin'! I wanna see you people get up and dance! I wanna see you people dancin' in the street this summer! I wanna see you have some fun. I wanna see you run around. I wanna see you paint the town. I wanna see you ringin' out. I wanna see you shout. I wanna see some fun. I wanna see some fun from everyone."

O acto acabou com as ominosas palavras: "ANYTHING YOU WANT! LET'S DO IT! LET'S DO IT! LET'S DO IT!"

O incidente permanece inconclusivo. Morrison disse: "Desperdiçei muito tempo com o julgamento de Miami. À volta de um ano e meio. Mas acho que foi uma experiência valiosa porque antes do julgamento eu tinha uma ideia muito irreal sobre o sistema judicial Americano. Os meus olhos foram abertos um pouco".

Embora o incidente de Miami estragasse a reputação da banda, Morrison saiu calmamente ileso dos seus resultados. Ele mais tarde disse: "Penso que eu já estava farto com a imagem que tinha sido criada à minha volta ..assim acabei com ela numa noite gloriosa".



Fiquem hoje com um vídeo retirado de um espectáculo para uma televisão dinamarquesa.
Jinhos.

"The Wasp (Texas Radio And The Big Beat)"

I wanna tell you 'bout Texas Radio and the Big Beat
Comes out of the Virginia swamps
Cool and slow with plenty of precision
With a back beat narrow and hard to master

Some call it heavenly in it's brilliance
Others, mean and rueful of the Western dream
I love the friends I have gathered together on this thin raft
We have constructed pyramids in honor of our escaping
This is the land where the Pharaoh died

The Negroes in the forest brightly feathered
They are saying, "Forget the night.
Live with us in forests of azure.
Out here on the perimeter there are no stars
Out here we is stoned - immaculate."

Listen to this, and I'll tell you 'bout the heartache
I'll tell you 'bout the heartache and the lose of God
I'll tell you 'bout the hopeless night
The meager food for souls forgot
I'll tell you 'bout the maiden with wrought iron soul

I'll tell you this
No eternal reward will forgive us now for wasting the dawn

I'll tell you 'bout Texas Radio and the Big Beat
Soft drivin', slow and mad, like some new language


Now, listen to this, and I'll tell you 'bout the Texas
I'll tell you 'bout the Texas Radio
I'll tell you 'bout the hopeless night
Wandering the Western dream
Tell you 'bout the maiden with wrought iron soul


"Love Me Two Times"

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I'm goin' away
Love me two times, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I'm goin' away


Love me one time
I could not speak
Love me one time
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away


Oh, yes

Love me one time
I could not speak
Love me one time, baby
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I'm goin' away


Love me two times, babe
Love me twice today
Love me two times, babe
'Cause I'm goin' away
Love me two time, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away
Love me two times
I'm goin' away





Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

The Doors - Hello, I Love you


Tensas sessões de gravação do terceiro álbum do grupo aconteceram em Abril de 1968 em consequência de uma dependência crescente de Morrison ao álcool. Aproximando-se a sua popularidade do auge, os The Doors deram uma série de espectáculos ao ar livre que originaram cenas frenéticas entre fãs e a polícia, particularmente no Chicago Coliseum a 10 de Maio.

A banda começou a renovar a sua música no terceiro LP, Waiting for the Sun, (1968), pois tinham exaurido o seu repertório original e começado a escrever novo material. Este tornou-se no seu primeiro LP a chegar a número 1, e o single "Hello, I Love You" foi o seu segundo e último single a chegar a número 1 nos EUA. Este álbum isolou-os mais do ambiente underground. Como Lilian Roxon descreveu em 1969 na Rock Encyclopaedia, o álbum "fortaleceu a suspeita terrível que os Doors estavam na música só para o dinheiro." O álbum também incluiu a canção "The Unknown Soldier," para o qual criaram outro vídeo auto-realizado, e "Not to Touch the Earth", um excerto da sua lendária "concept piece" de 30 minutos -
Celebration of the Lizard, pois foram alegadamente incapazes de gravar uma versão satisfatória da peça inteira para o LP.

Um mês depois de cenas desordeiras em
Singer Bowl, Nova Iorque, o grupo voou para Inglaterra afim de dar o seu primeiro concerto fora da América do Norte. Deram uma conferência de imprensa na ICA Gallery em Londres e alguns concertos no The Roundhouse Theatre. O resultado da viagem foi transmitido na Granada TV's The Doors Are Open e posteriormente lançado em vídeo. O grupo tocou então várias datas na Europa, nomeadamente um show em Amsterdão sem Morrison, depois deste ter sofrido um colapso devido a uma overdose de drogas. Morrison retornou a Londres a 20 de Setembro e aí permaneceu durante um mês.

O grupo tocou mais nove datas nos EUA e começaram a trabalhar em Novembro no seu quarto LP. 1969 seria um ano difícil para o grupo, apesar de começarem bem com um concerto esgotado no prestigiado
Madison Square Garden em Nova Iorque a 24 de Janeiro e com um bem sucedido novo single, "Touch Me" (lançado em Dezembro de 1968), que chegou a número 3 nos EUA.


Hoje deixo-vos com a célebre "Hello, I Love You" retirada dos clássicos do VH1. Como brinde, um vídeo da prisão e julgamento de Morrison a 12 de Setembro de 1967 em New Haven com um excerto de "An American Prayer" por cima, visto não existirem vídeos desta prisão com som. Jinhos.

Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game

She's walking down the street
Blind to every eye she meets
Do you think you'll be the guy
To make the queen of the angels sigh?

Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game

She holds her head so high
Like a statue in the sky
Her arms are wicked, and her legs are long
When she moves my brain screams out this song

Sidewalk crouches at her feet
Like a dog that begs for something sweet
Do you hope to make her see, you fool?
Do you hope to pluck this dusky jewel?

Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello
I want you
Hello
I need my baby
Hello, Hello, Hello, Hello










Domingo, Dezembro 03, 2006

The Doors - Moonlight Drive


O segundo LP dos Doors, Strange Days, menos espontâneo que o de estreia, era no entanto notável pelos seus poemas evocativos de uma atmosfera lírica. A última faixa "When The Music's Over" era, como "The End", prolongada e dramática, tendo ajudado a estabelecer a reputação de Morrison como o xamane selvagem do rock. Mas o álbum era também fortemente comercial com músicas já bem conhecidas dos Doors como "Love Me Two Times" e "Moonlight Drive".

Em consequência do seu êxito, os Doors fortaleceram o seu estatuto de heróis "underground". Permitiram que a revista Sixteen os retratasse como ídolos adolescentes e a sua espontaniedade em palco exposta como não tão espontânea assim. Um artigo de Jerry Hopkins em 10 de Fevereiro de 1968 da revista Rolling Stone caracterizou assim a queda de graça:


"Um pedaço do espectáculo, que faltou na actuação no Shrine, foi a era cuidadosamente executada queda 'acidental' de Morrison do palco para a multidão. Durante meses isto tinha sido uma parte do show. Recebia muitos gritos do jovens. Então uma crítica apareceu num jornal local que chamou á queda uma das coisas mais falsas jamais vistas. Foi perguntado a Morrison se tinha lido o artigo. 'Sim,' disse Morrison, 'e provávelmente é correcto'. Morrison não fez a queda nessa noite no Shrine".

Fiquem hoje com Moonlight Drive numa interpretação supostamente retirada do documentário Feast of Friends...

The Doors - Moonlight drive

Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
Penetrate the evenin' that the
City sleeps to hide

Let's swim out tonight, love
It's our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive


Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
Surrender to the waiting worlds
That lap against our side


Nothin' left open
And no time to decide
We've stepped into a river
On our moonlight drive


Let's swim to the moon
Let's climb through the tide
You reach your hand to hold me
But I can't be your guide


Easy, I love you
As I watch you glide
Falling through wet forests
On our moonlight drive, baby
Moonlight drive

Come on, baby, gonna take a little ride
Down, down by the ocean side
Gonna get real close
Get real tight
Baby gonna drown tonight
Goin' down, down, down




Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

The Doors - Light My Fire


O primeiro LongPlay autointitulado de The Doors saíu em janeiro de 1967, e causou logo uma sensação importante nos círculos musicais. Continha a maioria das canções mais importantes, incluindo o drama musical de 11 minutos, "The End". A banda — no pico da forma e cheia de energia e ambição — gravou o álbum em poucos dias nos finais de Agosto e princípios de setembro de 1966, vivendo quase inteiramente no estúdio e com a maioria das canções capturadas numa única take. Morrison e Manzarek também dirigiram um pequeno filme promocional inovador para o seu primeiro single, "Break on Through," um significativo avanço no desenvolvimento dos vídeos musicais.

O segundo single, "Light My Fire," estabeleceu a posição do grupo, junto com os The Jefferson Airplane e os The Grateful Dead das recentes bandas top Americanas de 1967. Saiu em Abril mas só entrou nos tops (com o corte do longo solo do meio) em Julho.

Em Maio de 1967, o grupo faz a sua estreia "Nacional" ao gravar uma versão deslumbrante de "The End" para a Canadian Broadcasting Corporation (CBC) nos seus Estúdios de Yorkville em Toronto (Yorkville era versão canadense de Haight-Ashbury). Permaneceu escondida até princípios de 2000, quando da edição do The Doors Soundstage Performances DVD.



Os The Doors rapidamente ganharam uma reputação de espectáculos desafiadores, rebeldes e interessantes. Com os seus olhares sombrios, uma presença magnética no palco, e calças muito justas de couro, Morrison rapidamente tornou-se importante sex symbol, embora depressa tenha ficado frustrado com as exigências do estrelato. Os censores da Columbia Broadcasting System (CBS) exigiram que Morrison mudasse no poema Light my Fire, a linha, "Girl, we couldn't get much higher" (por causa da possível referência a drogas) antes da banda tocar a canção no dia 17 de setembro de 1967, no Ed Sullivan Show. No entanto, Morrison cantou a linha original, e numa emissão em directo na televisão, a CBS foi impotente para pará-lo. Um Ed Sullivan furioso recusou apertar as mãos aos membros da banda, e eles nunca mais foram convidados. De acordo com uma história, Morrison quando confrontado com a negação de aparecer no programa outra vez, respondeu, "Baby, we've already been on the Ed Sullivan Show" (Querida, nós já estivémos no Ed Sullivan Show). Na altura, aparecer no Ed Sullivan Show era uma marca de êxito. Morrison mais tarde insistiu que fora o nervosismo que o tinha feito esquecer da alteração da linha. Também executaram um novo single, "People Are Strange" repetido posteriormente no DJ Murray The K's TV show em 22 de Setembro.


Morrison cimentou o seu estatuto de rebelde a 10 de Dezembro quando foi detido em New Haven, Connecticut, por difamar a polícia à audiência. Morrison afirmou que tinha sido aspergido por um agente da polícia excessivamente zeloso depois de ter sido apanhado no backstage com uma rapariga.


O grupo acabou um ano bem sucedido. A 24 de Dezembro, a banda gravou "Light My Fire" e "Moonlight Drive" para o Jonathan Winters Show. De 26 a 28 de Dezembro o grupo tocou no The Winterland em São Francisco. Um excerto retirado do livro de Stephen Davis sobre Jim Morrison relata (p.219-220): "Na noite seguinte no Winterland, um aparelho de TV estava no palco, com rodas, para que se pudessem ver a actuar no Jonathan Winters Show. Pararam de tocar Back Door Man quando apareceram. A audiência viu os The Doors a verem-se na TV. Acabaram a canção quando o sinal acabou, e Ray veio e desligou a TV. A próxima noite era a sua última em Winterland". Tocaram mais duas datas em Denver a 30 e 31 de Dezembro 30, acabando um ano de constantes espectáculos.

The Doors - Light My Fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher


Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire


The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre


Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah


The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre


Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah


You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher


Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire




Terça-feira, Novembro 28, 2006

The Doors - The End


Os The Doors foram uma banda rock norte-americana formada em 1965 em Los Angeles. A sua música incluía letras (poemas) social, psicologica e politicamente influenciados pela personalidade do seu vocalista, Jim Morrison 'O Rei Lagarto'. O drumming preciso de John Densmore, o órgão e baixo órgão de Ray Manzarek (os Doors não tinham baixista, era Manzarek que tocava as partes de baixo no órgão), e o estilo inovador de guitarra de Robby Krieger, que combinava influências de flamenco, jazz, índio, blues e música clássica, tudo junto com a voz de Morrison, possuidor de uma vocalização expressiva, formava um som distinto.

A banda retirou o seu nome do título de um livro de Aldous Huxley, As Portas da Percepção (The Doors of Perception), emprestado de uma linha de poesia pelo poeta do século 18 William Blake: "Se as portas da percepção fossem limpas, cada coisa apareceria ao homem como é: infinita".

Os Doors eram um grupo fora do comum pois não tinham baixista nos concertos. Em vez disso, Manzarek tocava as partes de baixo com a mão esquerda no recentemente inventado Fender Rhodes bass keyboard (uma variação do sobejamente conhecido Fender Rhodes electric piano), e os teclados com a mão direita. No entanto, o group usava baixistas como Jerry Scheff, Doug Lubahn, Harvey Brooks, Kerry Magness, Lonnie Mack, e Ray Neapolitan nas gravações em estúdio.

Um dia, Morrison e Manzarek passeavam numa praia da Califórnia, passaram por uma mulhar negra, e Morrison escreveu a letra de "Hello, I Love You" numa só noite, referindo-se a ela como a "dusky jewel." (Alguns criticaram a canção pela sua semelhança com o hit dos The Kinks' de 1965 "All Day and All of the Night," tendo mesmo o vocalista principal dos The Kinks', Ray Davies, processado judicialmente os The Doors. Assim era Morrison.



Em 1966 o grupo tocava no The London Fog club tendo rapidamente subido para o prestigiado clube Whisky a Go Go, onde foram descobertos a 10 de Agosto pelo presidente da Elektra Records, Jac Holzman, que depois levou o produtor Paul A. Rothchild, e a 18 desse mês assinavam contracto com a Elektra Rcords, iniciando assim uma parceria de sucesso com Rothchild e com o engenheiro de som Bruce Botnick. Bem a tempo, pois a 21 desse mês eram despedidos depois de uma profana actuação da música "The End". Num incidente que iniciaria a controvérsia que acompanharia sempre o grupo, um Jim Morrison a tripar berrou numa "Èdipa" parte da canção "Mother? I want to... FUCK YOU MAMA!!!".

É esta a música que lhes deixo aqui hoje. Como devem calcular, os Doors foram, são e serão um dos GRANDES grupos da minha vida. Esta música é a da abertura do filme "Apocalypse Now", entrando também no jogo para PC "Operation Flashpoint". Uma das mais famosas covers desta belíssima peça musical é a cantada por Nico acompanhada somente por Brian Eno nas teclas no álbum June 1, 1974. Durante a minha (curta) vida musical, toda a gente era unânime em considerar que o meu estilo de tocar baixo era muito "Doors". Este vídeo é de uma actuação em Toronto para uma televisão (não descobri mais nada sobre ele).

Enjoy
The Doors - The End


This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end


Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again


Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land

Lost in a Roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah


There's danger on the edge of town
Ride the King's highway, baby
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby


Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake is long, seven miles
Ride the snake...he's old, and his skin is cold


The west is the best
The west is the best
Get here, and we'll do the rest


The blue bus is callin' us
The blue bus is callin' us
Driver, where you taken' us


The killer awoke before dawn,
he put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall
He went into the room where his sister lived, and...then he
Paid a visit to his brother, and then he
He walked on down the hall, and
And he came to a door...and he looked inside
Father, yes son, I want to kill you
Mother...I want to...fuck you


C'mon baby, take a chance with us
C'mon baby, take a chance with us
C'mon baby, take a chance with us
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock
On a blue bus
Doin' a blue rock
C'mon, yeah


Kill, kill, kill, kill, kill, kill


This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end


It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die


This is the end



Segunda-feira, Novembro 20, 2006

Transgender Day of Remembrance/The Gift - "Driving You Slow"

O Transgender Day of Remembrance existe para honrar e relembrar aqueles/as que foram assassinados devido a transfobia ou preconceito. O evento acontece em Novembro em honra de Rita Hester, cujo assassinato a 28 de Novembro de 1998 iniciou o projecto "Remembering Our Dead" (um site com informação sobre transgéneros assassinados) bem como uma vigília em São Francisco em 1999. O assassínio de Rita Hester — como a maioria dos casos de assassinato anti-transgénero — ainda não foi resolvido.

Embora algumas pessoas relembradas durante o Transgender Day of Remembrance possam não ser identificadas como transgéneros — como transexual, crossdresser, travesti ou outra variante de género — cada uma foi vítima de violência baseada no preconceito contra as pessoas transgénero.

Vivemos em tempos extremamente sensíveis à violência baseada no ódio, especialmente desde os acontecimentos de 11 de Setembro nos EUA e 11 de Março em Espanha. Mesmo assim, ainda agora as mortes baseadas no ódio anti-transgénero ou no preconceito são em grande parte ignorados. Nesta última década, mais de uma pessoa por mês morreu devido a transfobia ou preconceito, sem ter em conta qualquer outros fatores da sua vida. Esta tendência não mostra nenhum sinal de diminuir.

O Transgender Day of Remembrance serve vários propósitos. Alerta a consciência pública sobre crimes de ódio contra as pessoas transgénero, uma acção que os meios de comunicação actuais não executam. Lamenta, recorda e honra publicamente a vida dos nossos irmãos e irmãs que de outra maneira talvez fossem esquecidos. Pela vigília, expressamos amor e respeito para com os nossos perante a indiferença nacional e o ódio. Lembra as pessoas não-transgénero que nós somos os seus filhos, filhas, pais, amigos e amantes. O Transgender Day of Remembrance também dá uma possibilidade aos nossos aliados de avançarem connosco e participarem nas vigílias, comemorando aqueles de nós que morreram por transfobia.

Este dia sempre foi sistematicamente ignorado por todas as associações ditas LGBT em Portugal.

Este ano, infelizmente, temos uma morte portuguesa a lamentar. Gisberta Salce Júnior, barbaramente assassinada em Fevereiro deste ano. Apesar de terem existido mais antecedentes, nenhum deles teve a atenção mediática que este teve. E para que a sua morte não tenha sido em vão, será necessário que este dia começe também a ser comemorado em Portugal.

Há que encorajar os estudantes para que organizem eventos que sejam espaços para conversas sobre a necessidade de proteger alunos transgéneros contra a discriminação e assédio baseados em identidade/expressão de género. De uma simples vigília, a assembleias, que sejam encorajados a organizar acontecimentos em escolas através do país.

Para que o nome de Gisberta não seja esquecido.

Eduarda Santos, Transexual Feminina



"É uma vergonha que em pleno séc. XXI tanta gente, tanto ser humano, seja morto desta(s) forma(s). Basta começar a ler a listagem, onde consta a causa da morte, e o meu (nosso) estômago revolve-se."
[Lara Crespo, Transexual Feminina, 20/11/06]


Como uma pobre maneira de homenagear tod@s, tanto os mortos como os vivos, fica o vídeo dos The Gift "Driving You Slow", com a actuação de Luna.

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Os filmes da minha vida 5: The Terminator


The Terminator, ou O exterminador implacável (O exterminador do futuro no Brasil), é um filme de ação de ficção científica, em que um ser cibernético (tecido vivo por cima de um esqueleto de andróide) com inteligência artificial, designado Cyberdyne Systems Model 101 - 800 Series Terminator (interpretado por Arnold Schwarzenegger), é transportado no tempo, de 2029 até ao dia 12 de Maio de 1984, com o objectivo de alterar o curso da História e consequentemente o Futuro.

O que à partida não passaria de uma produção de baixo orçamento e condenada ao esquecimento, tornou-se num dos filmes mais famosos da história do Cinema, não só pelos seus efeitos especiais inovadores, mas pelo seu argumento original e inventivo. Este sucesso, deu origem a duas sequências, tornado a série uma das mais rentáveis de sempre, e permitiu a Arnold Schwarzenegger atingir o estrelato e o reconhecimento da crítica pelo seu papel como Exterminador, abrindo novas oportunidades não só ao realizador
James Cameron, mas aos restantes actores como Linda Hamilton, Michael Biehn, Bill Paxton, Paul Winfield e Lance Henriksen.

Realizado em 1984, o primeiro filme desta série, intitulado The Terminator, foi escrito (em colaboração com Gale Anne Hurd) e realizado por James Cameron.
As continuações ao filme,
O Exterminador Implacável 2 - O Julgamento Final e O Exterminador Implacável 3 - A Rebelião das Máquinas, desenvolveram ainda mais a história original e exploraram as implicações éticas da inteligência artificial bem como o significado da alma humana. Este último filme, foi realizado por Jonathan Mostow, que anunciou a realização de um quarto filme. A concretizar-se poderá ser o primeiro sem Schwarzenegger no papel de Exterminador.

O filme contem um exemplo de um
paradoxo temporal. A missão do Exterminador, como ordenada por Skynet, era voltar atrás no tempo e matar Sarah Connor, assim prevenindo John Connor de ser o líder das forças de resistência que destruiria o mesmo Skynet. No entanto, se o Exterminador não atacasse a esquadra tentando cumprir a sua programação, Kyle Reese (pai de John) teria sido mantido separado de Sarah Connor e John Connor (objetivo real do Skynet) não teria nascido. Este paradoxo também pode ser visto da seguinte maneira: se as máquinas não tivessem tentado impedir o nascimento de John, ele nunca teria nascido (Kyle Reese nunca teria viajado ao passado e nunca teria gerado John com Sarah Connor). Delicioso este paradoxo, não?

Três dos actores que aparecem em The Terminator (Michael Biehn, Lance Henriksen e Bill Paxton) também entraram no filme Aliens, também realizado por Cameron.

Espero que apreciem o trailer deste excelente filme (apesar do paradoxo temporal, na minha opinião)...


Segunda-feira, Outubro 30, 2006

The Kinks - Lola


The Kinks foram uma banda de rock britânica formada em Londres em 1963 por Dave Davies e Ray Davies.

A formação original era composta por Dave Davies (guitarra principal, vocais, composições), Ray Davies (compositor principal, guitarrista principal, guitarra rítmica), Pete Quaife (baixo, vocais) e Mick Avory (bateria).

Embora não tenham sido inovadores como os Beatles ou populares como os Rolling Stones, os Kinks foram a mais influente banda da Invasão Britânica e provavelmente a mais representativa do movimento Mod juntamente com os The Who. Durante a sua carreira o grupo tornou-se impopular pelos conflitos, tanto públicos quanto privados, particularmente entre os irmãos Ray e Dave, que frequentemente acabavam em agressões. Escreveram êxitos como "You Really Got Me" e "All Day and All of the Night", tendo sido feitas de muitas das suas composições covers de sucesso.

Depois de uma carreira que atravessou os anos 60, 70 e 80, com algumas mudanças de formação, os Kinks terminaram nos anos 90, quando os projectos a solo dos irmãos Davies passaram a ter mais importância para eles.

No começo de 2000, rumores de uma reunião dos Kinks começaram a circular, mas incidentes ocorridos com os irmãos Davies em 2004 (Ray levou um tiro na perna ao perseguir assaltantes em Nova Orleans a 4 de janeiro e Dave sofreu um derrame cerebral em Londres a 30 de junho) adiaram quaisquer tentativas de reagrupar a banda novamente.

A música que lhes trago hoje é considerada a primeira música pop a tratar de transgenderismo. De nome "Lola", data de 1970 e é uma canção meio humorística de um algo confuso encontro romântico com um travesti (pela letra dá a ideia de ser travesti, mas há quem considere que se trata de uma transexual, cada pessoa que entenda como quiser), que se tornou um hit tanto no Reino Unido como nos EUA. A letra original continha uma referência à "Coca Cola", mas a BBC recusou-se a passá-la por considerar uma violação da sua política de publicidade. O single teve de ser regravado com a letra alterada para "cherry cola".

É esta música que lhes deixo hoje aqui. Divirtam-se...


I met her in a club down in old soho
Where you drink champagne and it tastes just like cherry-cola
C-o-l-a cola
She walked up to me and she asked me to dance
I asked her her name and in a dark brown voice she said lola
L-o-l-a lola lo-lo-lo-lo lola

Well Im not the worlds most physical guy
But when she squeezed me tight she nearly broke my spine
Oh my lola lo-lo-lo-lo lola
Well Im not dumb but I cant understand
Why she walked like a woman and talked like a man
Oh my lola lo-lo-lo-lo lola lo-lo-lo-lo lola

Well we drank champagne and danced all night
Under electric candlelight
She picked me up and sat me on her knee
And said dear boy wont you come home with me

Well Im not the worlds most passionate guy
But when I looked in her eyes well I almost fell for my lola
Lo-lo-lo-lo lola lo-lo-lo-lo lola
Lola lo-lo-lo-lo lola lo-lo-lo-lo lola

I pushed her away
I walked to the door
I fell to the floor
I got down on my knees
Then I looked at her and she at me

Well thats the way that I want it to stay
And I always want it to be that way for my lola
Lo-lo-lo-lo lola
Girls will be boys and boys will be girls
Its a mixed up muddled up shook up world except for lola
Lo-lo-lo-lo lola

Well I left home just a week before
And Id never ever kissed a woman before
But lola smiled and took me by the hand
And said dear boy Im gonna make you a man

Well Im not the worlds most masculine man
But I know what I am and Im glad Im a man
And so is lola
Lo-lo-lo-lo lola lo-lo-lo-lo lola
Lola lo-lo-lo-lo lola lo-lo-lo-lo lola


Sábado, Outubro 28, 2006

Nine Inch Nails - Dead Souls

Hoje venho com uma versão de um tema dos Joy Division, do qual os Nine Inch Nails fizeram uma cover que faz parte (também) da banda sonora do filme "The Crow". Sobre os Joy Division hei-de falar mais tarde.

Quanto ao vídeo, infelizmente estou como no anterior post. Não consegui encontrar nenhum com um mínimo de qualidade para postar aqui. Assim, fiquem novamente com mais um vídeo home-made vindo direitinho do YouTube.

Jinhos e divirtam-se




Someone take these dreams away
That point me to another day
A duel of personalities
That stretch all true reality
They keep calling me - they keep calling me
Keep on calling me - they keep calling me

When figures from the past stand tall
And mocking voices ring the hall
Imperialistic house of prayer
Conquistadors who took their share
They keep calling me - they keep calling me
They Keep calling me - keep on calling me


Sexta-feira, Outubro 27, 2006

The Cure - Burn

Esta música é uma das minhas favoritas dos The Cure, juntamente com "A Forest" e "Charlotte Sometimes". Faz parte da Banda Sonora do filme "The Crow" (é o tema principal).

O filme também é dos meus favoritos, mas isso fica para outro post. Depois de muito procurar não consegui encontrar nenhum vídeo desta música pelos The Cure. Assim, só posso mostrar um vídeo "home made" que encontrei no YouTube feito com cenas retiradas do filme. Enjoy

Jinhos



"Don't look don't look" the shadows breathe
Whispering me away from you
"Don't wake at night to watch her sleep
You know that you will always lose
This trembling
Adored
Tousled bird mad girl..."


But every night I burn
But every night I call your name
Every night I burn
Every night I fall again


"Oh don't talk of love" the shadows purr
Murmuring me away from you
"Don't talk of worlds that never were
The end is all that's ever true
There's nothing you can ever say
Nothing you can ever do... "


Still every night I burn
Every night I scream your name
Every night I burn
Every night the dream's the same
Every night I burn
Waiting for my only friend
Every night I burn
Waiting for the world to end


"Just paint your face" the shadows smile
Slipping me away from you
"Oh it doesn't matter how you hide
Find you if we're wanting to
So slide back down and close your eyes
Sleep a while
You must be tired... "


But every night I burn
Every night I call your name
Every night I burn
Every night I fall again
Every night I burn
Scream the animal scream
Every night I burn
Dream the crow black dream
Every night I burn
Scream the animal scream
Every night I burn
Dream the crow black dream


Dream the crow black dream...



Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Gerard McMann - Cry Little Sister

Continuando com o que oiço agora, chegou a vez de uma das músicas minhas preferidas. Foi composta por Gerard McMann para a Banda Sonora (tema principal) do filme "The Lost Boys".

Data de 1987, e foi alvo de algumas "covers" (por exemplo:
Zug Izland, Lost Brothers, entre outros). Como curiosidade esta música é erradamente atribuida aos The Sisters of Mercy.

Andou e anda a circular na net um mp3 desta mesma música que nos seus dados vem como sendo dos Bauhaus. No entanto, o mp3 é a versão original gravada para a Banda Sonora.
Jinhos





A last fire will rise behind those eyes
Black house will rock, blind boys don't lie
Immortal fear, that voice so clear
Through broken walls, that scream I hear

Cry, little sister - Thou shall not fall
Come, come to your brother - Thou shall not die
Unchain me, sister - Thou shall not fear
Love is with your brother - Thou shall not kill

Blue masquerade, strangers look on
When will they learn this loneliness?
Temptation heat beats like a drum
Deep in your veins, I will not lie

Little sister - Thou shall not fall
Come, come to your brother - Thou shall not die
Unchain me, sister - Thou shall not fear
Love is with your brother - Thou shall not kill

My Shangri-Las
I can't forget
Why you were mine
I need you now

Cry, little sister - Thou shall not fall
Come, come to your brother - Thou shall not die
Unchain me, sister - Thou shall not fear
Love is with your brother - Thou shall not kill


Cry, little sister - Thou shall not fall
Come, come to your brother - Thou shall not die
Unchain me, sister - Thou shall not fear
Love is with your brother - Thou shall not kill


Thou shall not fall
Thou shall not die
Thou shall not fear
Thou shall not kill


Terça-feira, Outubro 24, 2006

Evanescence - Going Under


Continuando com as músicas que ando a ouvir agora, chegou a vez dos Evanescence. Já uma vez me tinha referido a eles num post que dediquei à minha melhor amiga. Nessa altura, postei a letra de "Bring me to life". Ainda não conhecia o YouTube, portanto não pus vídeo.

Sendo a mais recente das bandas de gothic metal que aqui tenho postado, não têm muitos vídeos disponíveis.

Assim, fiquem com "Going Under"
(não estou nada inspirada hoje...)

Now I will tell you what I've done for you


50 thousand tears I've cried
Screaming, deceiving, and bleeding for you
And you still won't hear me
Don't want your hand this time, I'll save myself
Maybe I'll wake up for once
Not tormented... Daily defeated by you
Just when I thought I'd reached the bottom


I'm dying again...


I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through
I'm going under


Blurring and stirring the truth and the lies
So I don't know what's real and what's not
Always confusing the thoughts in my head
So I can't trust myself anymore


I'm dying again...


I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through
I'm


So go on and scream
Scream at me
I'm so far away
I won't be broken again
I've got to breathe
I can't keep going under


I'm dying again...


I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through
I'm going under
I'm going under
I'm going under

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Nightwish - Bless The Child


Continuando com os estilos musicais que ouço mais agora, pois os antigos ouço sempre com prazer, hoje aqui fica mais um vídeo de mais uma excelente banda, os Nightwish.

Gosto bastante deste estilo musical porque reúne a força e pujança do heavy-metal, com a suavidade e sensualidade de algumas excelentes vozes femininas.

Nem a força se perde (como aconteceu, por exemplo, com os Genesis quando da saída de Peter Gabriel), nem a melodia, antes unem-se numa harmonia sonora que se houve com muito prazer.

Jinhos

Where have all the feelings gone?
Why has all the laughter ceased?

Why am I loved only when I'm gone?
Gone back in time to bless the child
Think of me long enough to make a memory
Come bless the child one more time

I've never felt so alone in my life
As I drank from a cup which was counting my time
There's a poison drop in this cup of Man
To drink it is to follow the left hand path

Why am I loved only when I'm gone?
Gone back in time to bless the child
Think of me long enough to make a memory
Come bless the child one more time
Think of me long enough to make a memory
Come bless the child one more time

"Where have all the feelings gone?
Why is the deadliest sin - to love as I loved you?
Now unblessed, homesick in time,
soon to be freed from care, from human pain.
My tale is the most bitter truth:
Time pays us but with earth & dust, and a dark, silent grave.
Remember, my child: Without innocence the cross is only iron,
hope is only an illusion & Ocean Soul's nothing but a name...

The Child bless thee & keep thee forever"

Domingo, Outubro 22, 2006

Within Temptation - Mother Earth


Tenho postado muito sobre a música que me acompanhou durante a minha vida. Começei pela mais antiga e, embora ainda tenha muito que postar, novos grupos e mais músicas dos que já postei, está-me a apetecer avançar uns anitos e postar algumas coisas do que ouço agora.

Não vou falar dos grupos. Vou só postar algumas músicas, nada mais.

E vou começar pelos Within Temptation com a música "Mother Earth", uma das que gosto mais deles.



jinhos...

Birds and butterflies
Rivers and mountains she creates
But you'll never know
The next move she'll make

You can try
But it is useless to ask why
Cannot control her
She goes her own way

She rules
until the end of time
She gives and she takes
She rules
until the end of time
She goes her way

With every breath
And all the choices that we make
We are only passing through
on Her way

I find my strength
Believing that their soul lives on
Until the end of time
I'll carry them with me

She rules
until the end of time
She gives and she takes
She rules
until the end of time
She goes her way

She rules
until the end of time
She gives and she takes
She rules
until the end of time
until the end of time
until the end of time
She goes her way.


Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Uriah Heep - Lady in Black


" Então formaram-se umas nuvens escuras e densas no céu. A terra escureceu e tudo que existia nela silenciou. Fugazmente, como que a aclarar uma garganta, a claridade de raios aparecia e desvanecia no interior das tenebrosas nuvens.

Então ouviu-se a voz, profunda, trovejante, como que a explodir de raiva: 'Então meu panilas gordo de merda, com que então achavas-te no direito de amar alguém? AHAHAHAHAH' riu-se a voz com um riso cheio de raiva e desprezo.

'Sua coisa suja e nojenta, arrogaste-te a um direito que nunca tive a intenção de te dar, seu corpo de badocha. Agora e para que aprendas, vou-te tirar tudo. Só te restarão as memórias do que tiveste a pretenção de desejar mas nunca tiveste. E fiz-te ver muita coisa que te feriu de propósito, para que sofras eternamente com essas lembranças. Vais acabar só, e muito vou gozar com a tua solidão, longe de quem amas. Para que entendas de uma vez por todas que o amor não serve para nada a não ser trazer dor e sofrimento a alguém. Fica aí e sofre, verme abjecto e nefasto. Sofre com o teu amor, com a tua dor, enquanto o teu nirvana é feliz nos braços de outrém'

Um trovão enorme ressuou como que vindo das profundezas da terra, ou mesmo dos infernos enquanto um raio gigantesco iluminava tudo com uma cegante inundação de luz.

Quando finalmente consegui ver alguma coisa através de um rio de lágrimas que teimava em inundar os meus olhos, já tudo estava normal. As nuvens tinham desaparecido e um suave luar da docemente iluminava a minha solidão. Ainda sabia quem era. A mulher de negro..."

Extracto de um livro que ainda há-de ser


Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Donovan - Atlantis



"Atlantis" é uma canção escrita e gravada por Donovan, em 1968, tendo saído só como single no Reino Unido e em LP e single nos EUA.

A introdução é um monólogo calmo com a ideia concernente que a
Atlantida era uma civilização pré-diluviana altamente avançada, e que colonos atlantes foram as bases dos deuses mitológicos das civilizações antigas. Conhecedora do seu destino, a Atlantida enviou navios com os seus mestres para a segurança de outras paragens, e foram estas pessoas os responsáveis por trazerem civilização e cultura aos restantes seres humanos primitivos.

Quando a canção começa realmente, transporta a mensagem que o amor verdadeiro do cantor pode estar na Atlantida. O tema é comum para os anos 60; mitologia fantástica como símbolo do movimento de contracultura, com a esperança que o amor verdadeiro será encontrado se a "Atlantida" puder ser alcançada. A canção tem muitas influências dos
Beatles, especialmente de Paul McCartney que de facto é responsável pelo tamborim e que canta também no apoio vocal.

Complicadas disputas contratuais na época causaram uma série de edições diferentes no Reino Unido e Estados Unidos. Originalmente foi editada no Reino Unido como um single com "I Love My Shirt" como lado B. Em 1969 foi editada nos EUA no álbum "
Barabajagal", que não foi lançado no Reino Unido, tendo também sido lançada como lado B do single "To Susan on the West Coast Waiting".

A canção não foi considerada passível de ser um sucesso nos EUA por causa do seu comprimento e pelo facto de o primeiro terço da canção ser em prosa e portanto não "radio-amigável". Foi por esta razão que, apesar do seu êxito na Europa, "Atlantis" foi rebaixada a um estatuto de lado B. No entanto, os produtores reconheceram o seu erro quando a popularidade de "Atlantis" de longe superou a do lado A. Sabia-se que McCartney tinha contribuído para a gravação, o que pode ter sido parcialmente responsável pelo êxito na rádio da canção, e "Atlantis" tornou-se um hino do movimento
hippie.

A canção é referenciada na
novela de Stephen King, "Hearts in Atlantis", como emblemática da "estupidez" e "doçura" dos sessenta. Também representa como "continente perdido", a juventude desaparecida do narrador. King cita o trecho "Hail, Atlantis!"

A canção é tocada numa famosa cena de
Goodfellas em que Billy Batts é "batido". Também faz parte da banda sonora de The Girl Next Door, quando o elenco principal regressa à festa de finalistas depois de terem filmado.

A canção foi usada no episódio da série
Futurama intitulado The Deep South, no qual os protagonistas descobrem a cidade perdida de Atlanta. Donovan (interpretando-se a si mesmo) conta a história de como Atlanta foi parar ao fundo do Oceano Atlântico numa paródia ao monólogo de abertura.


É esta que vos deixo hoje, vinda do fundo das minhas memórias. Quem quiser, aprecie. Quem não gostar, boa viagem para outras paragens. A primeira gravação é de Donovan em 1969, num concerto no Beat Club em Hamburg. O segundo data de 2002, com Donovan e uma girls-band germânica, as No Angels, para a banda sonora de Atlantis: The Lost Empire, um bom filme de animação de 2001 da Disney. Jinhos.

1969


2002

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Os filmes da minha vida 4: Predator


Predator é um filme de ficção cientícica datado de 1987, que foi realizado por John McTiernan e lançado a 12 de Junho do mesmo ano. Tem como actores, além de Arnold Schwarzenegger como protagonista, Carl Weathers, Bill Duke, Sonny Landham, Elpidia Carrillo, Richard Chaves, Shane Black, Jesse Ventura, Kevin Peter Hall, Sven-Ole Thorsen e R.G. Armstrong. As cenas de selva para este filme foram rodadas no sul do Mexico, perto de Palenque. A película foi filmada em Puerto Vallarta.

O filme representa muito eficazmente os filmes de acção pura e dura dos anos 80, com uma saudável dose de terror sci-fi. Enérgico e masculino (raiando um sensível machismo), o filme teve sucesso suficiente (arrecadando 60 milhões de dólares só nos EUA) para ter direito a uma sequela em 1990, Predator 2.

Não é por causa do actor principal que eu gosto deste filme, como alguém foi buscar a informação de que eu era fã do Schwarzenegger sabe-se lá onde. Gosto deste filme por ter achado, na altura em que saiu, a ideia muito original. Quando era regra comum os aliens ou serem seres muito bonzinhos, ou serem criaturas que só pensam em destruir a humanidade e ocupar o nosso cantinho, aparece um alien que afinal é muito mais humano do que se poderia esperar. A sua busca incessante por troféus recorda-me, por exemplo, o extermínio dos búfalos norte-americanos ou os safaris africanos. Portanto, um caçador tal como nós.

Além disso, achei os efeitos especiais da criatura bastante bons para a época. Ainda hoje vejo este filme com prazer.


Segunda-feira, Outubro 09, 2006

The Arrows - I Love Rock 'N' Roll



"I Love Rock 'N Roll" foi escrita em 1975 por Alan Merrill e Jake Hooker dos The Arrows. É sem dúvida uma das mais famosas canções rock do seu tempo. Foi originalmente gravada e lançada pela etiqueta RAK Records, produzida por Mickie Most. Originalmente lançada como um B-side, depressa mudou de estatuto para A-side numa edição posterior. Embora não tenha sido um hit na versão original, a música veio a obter reconhecimento mundial devido a bem sucedidas cover versions.

"I Love Rock 'N Roll" foi redescoberta por
Joan Jett, que viu uma actuação dos The Arrows na TV durante uma tourné com as The Runaways. Gravou a primeira cover em 1979 com dois músicos dos Sex Pistols, Steve Jones e Paul Cook, a qual não teve êxito. Em 1982, Jett regravou a canção, desta vez com a sua banda, the Blackhearts, e desta vez atingiu nos EUA o nº1 durante sete semanas consecutivas no Billboard Hot 100, lançando assim a carreira a solo de Jett. O seu sucesso impulsionou o seu álbum I Love Rock 'N Roll a nº2 nos EUA.

"I Love Rock 'N Roll" foi também o quarto single lançado na Austrália e no Reino Unido pela cantora pop
Britney Spears retirado do álbum Britney no segundo trimestre de 2002, tendo também sido usada a canção no filme Crossroads, onde Spears a interpreta num bar de karaoke.
Spears admitiu publicamente que a versão original era uma das suas favoritas. Spears ouviu a versão dos The Arrows pouco antes de gravar a canção, segundo Steve Lunt, o porta-voz da
Jive A&R. Ironicamente, quando da promoção do single, Spears atribuiu a versão mais famosa a Pat Benatar em vez de a Jett, apesar de ter sido mais um sarcasmo do que erro.[1]


Joan Jett & The Heartbreakers - I Love Rock 'N' Roll


Britney Spears - I Love Rock'n'roll


GORE GORE GAYS - Nunca Digo No
Versión adaptada al castellano del "I Love Rock'n'Roll" de Joan Jett. Concierto durante la fiesta del Orgullo Gay en Granada 2003.

Domingo, Outubro 01, 2006

Lou Reed - Walk On The Wild Side


Hoje temos uma das mais emblemáticas músicas tanto de Lou Reed como a nível T.

"Walk on the Wild Side" foi feita por
Lou Reed para o álbum de 1972 Transformer. Foi produzida por David Bowie, tendo tido uma boa difusão por parte da rádio na altura, apesar dos temas que focava, como a transexualidade, drogas, e sexo oral, e é considerada como o trabalho a solo mais conhecido de Lou Reed.

A letra fala de uma série de indivíduos e das suas viagens para Nova Iorque sendo uma leve biografia de algumas "
superstars" que frequentavam habitualmente o estúdio de Andy Warhol conhecido como The Factory, nomeadamente Holly Woodlawn, Candy Darling, Joe Dallesandro, Jackie Curtis e Joe Campbell (referido na canção pelo seu nickname Sugar Plum Fairy). Candy Darling foi também o tema de outra canção de Lou Reed "Candy Says".

Eis a tradução da letra, bem, não a tradução, mais o significado...


Holly came from Miami, F.L.A.
Hitch-hiked her way across the USA
Plucked her eyebrows on the way
Shaved her legs and then he was a she
She says, Hey babe
Take a walk on the wild side
She said, Hey honey
Take a walk on the wild side


Holly actriz transgender de nome Holly Woodlawn, estrela do filme de Andy Warhol's Trash (1970). Woodlawn ainda representa de forma notável em Billy's Hollywood Screen Kiss (1998), com Sean Hayes de Will & Grace;
F.L.A. Florida
eyebrows pestanas postiças
he was a she ele tornou-se numa mulher
babe diminuitivo carinhoso de bebé
Take a walk on the wild side fazer loucuras
honey um carinho
Hitch-hiked apanhar boleias de desconhecidos

Candy came from out on the Island
In the backroom she was everybody's darlin'
But she never lost her head
Even when she was giving head
She says, Hey babe
Take a walk on the wild side
Said, Hey babe
Take a walk on the wild side
And the colored girls go doo do doo do doo do do doo


Candy Candy Darling, uma actriz transgender em filmes de Andy Warhol. Lou Reed também escreveu "Candy Says" sobre ela em 1969
the Island Long Island, NY
darlin' querida, namorada
lost her head perdeu a compostura
giving head fazendo sexo oral
colored African-American. Aceitável na época em que a canção foi escrita, mas agora considerado inaceitável

Little Joe never once gave it away
Everybody had to pay and pay
A hustle here and a hustle there
New York City's the place where they said,
Hey babe
Take a walk on the wild side
I said, Hey Joe
Take a walk on the wild side

Little Joe nickname do actor Joe Dallesandro, que apareceu nos filmes de Warhol Trash, Flesh, e Heat.
gave it away fazer sexo grátis
hustle prostituição

Sugar Plum Fairy came and hit the streets
Lookin' for soul food and a place to eat
Went to the Apollo
You should've seen 'em go go go
They said, Hey sugar
Take a walk on the wild side
I Said, Hey babe
Take a walk on the wild side
All right, huh

Sugar Plum Fairy nickname de um actor de Warhol de nome Joe Campbell (originalmente o nome de uma personagem no ballet The Nutcracker. Fairy é um termo depreciativo de gays. E embora seja provavelmente coincidência, nuts tem também o duplo sentido de testículos.)
hit the streets foi para as ruas
soul food Comida sulista muito popular entre os afro-americanos
Apollo um famoso clube nocturno afro-americano no Harlem (NYC)
'em them, eles
sugar açúcar, doce, forma carinhosa

Jackie is just speeding away
Thought she was James Dean for a day
Then I guess she had to crash
Valium would have helped that bash
Said, Hey babe,
Take a walk on the wild side
I said, Hey honey,
Take a walk on the wild side
And the colored girls say,doo do doo do doo do do doo


Jackie Jackie Curtis, outra actriz transgender em filmes de Warhol
speeding away duplo sentido: andando depressa num carro/estar alto em speeds(amfetaminas) ou outra droga similar
James Dean famosa estrela de cinema dos anos 50 morta num acidente de carro
to crash duplo sentido: desastre automobilistico/ter um mau regresso de uma trip de speed
Valium uma droga relaxante popular nos anos 60 e também tomada ilegalmente para fins recreativos.
bash crash; colisão, desastre

Penso que dá para entender perfeitamente os versos e o que Lou Reed queria transmitir nesta música. Fiquem agora com os vídeos que arranjei. Primeiro só a música para que possam (quem queira) seguir com a letra. Depois algumas versões, curiosas ou não...

Lou Reed - Walk On The Wild Side (1972)


Lou Reed - Walk on the Wild Side (1982)


The Strokes - Take A Walk On The Wild Side cover live in Toronto


The Rentals - Walk on the Wild Side - Live in Atlanta 8/7/06


Robbie Williams - Walk on the wild side - no final de Come Undone no segundo concerto no Ullevi em Gothenburg, Sweden. Só por curiosidade...


Joe Strummer & The Mescaleros - Walk On The Wild Side - ao vivo em St Ann's Warehouse, Brooklyn, NYC - Apr 5, 2002

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Janis Joplin - Move Over

Regressando à minha preferida, aqui lhes deixo mais uma pérola. Move Over.

De Janis nada mais de relevante há a dizer. Que a adoro já toda a gente sabe. Apreciem. E já agora vejam as versões de Nina Hagen e uma curiosidade de um anúncio japonês com esta música.

Jinhos

Janis Joplin Move Over


Nina Hagen Move Over

Comercial japonês com banda sonora de Move Over

Terça-feira, Setembro 26, 2006

Uriah Heep: The Wizard



Os Uriah Heep são uma banda de Hard rock britânica formada no final dos anos 60 quando Gerry Bron, um produtor de música convidou o teclista Ken Hensley, que tinha tocado nos The Gods e nos Toe Fat, para se juntar aos Spice, uma banda da sua etiqueta Bronze Records .

Considerados irónicamente como os "Beach Boys do Heavy Metal" por causa das suas canções melódicas e vocalizações harmoniosas, as suas músicas reuniam diversas influências (rock progressivo, hard rock, heavy metal, jazz, e mesmo country por diversas ocasiões).

Apesar de seu sucesso na Europa, os Uriah Heep nunca conseguiram vingar sériamente nos Estados Unidos, exceptuando 3 músicas: "Easy Livin' " do álbum de 1972 "Demons and Wizards", "Sweet Lorraine" do álbum também de 1972 "The Magician's Birthday", e "Stealin' " do álbum de 1973 "Sweet Freedom".

A banda lançou vários álbuns de sucesso nos anos 70, mas decaiu em popularidade na década de 80, tornando-se numa banda de culto. O grupo ainda existe, e mantém muitos fãs na Alemanha, Holanda, Península Escandinava, Japão e Rússia.

Esta foi e é uma das bandas da minha vida. A sua música acompanhou-me durante muito tempo e em inúmeras ocasiões foram a minha companhia à noite.

Enjoy...


Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Money (That's What I Want)

"Money (That's What I Want)" é um single de sucesso de 1959 por Barrett Strong para a etiqueta de Tamla, distribuída por Anna Records. A canção foi escrita por Berry Gordy, fundador da Tamla e Janie Bradford, e tornar-se-ia na primeira gravação de sucesso para a Tamla, que rapidamente mudaria de nome para Motown.

A canção tem Strong rispidamente exigindo dinheiro é o que ele necessitava, mais que tudo. O single tornou-se o primeiro hit single da Motown en junho de 1960, sendo nª2 nas charts R&B americanas e nª23 nas pop charts também nos EUA.

A canção teve covers interpretadas por uma miríade de artistas, tais como
Buddy Guy, The Beatles, John Lennon na sua carreira a solo,The Kingsmen, The Rolling Stones, Jerry Lee Lewis, The Flying Lizards, Shonen Knife, Secret Machines, The Sonics, The Smashing Pumpkins, Josie and the Pussycats, The Blues Brothers e também da etiqueta Motown The Supremes and The Miracles.

A canção também aparece no filme
Animal House interpretada por John Belushi. Quando os Blues Brothers band fizeram uma cover da música 18 anos depois no seu album Blues Brothers & Friends: LIVE! From Chicago's H.O.B foi interpretada pelo irmão de John Jim Belushi no papel de Brother Zee Blues juntamente com Elwood Blues e Sam Moore.
Aqui ficam algumas dessas interpretações, de notar a dos Flying Lizards que eu acho extremamente curiosa e original como todas as músicas e covers deles.
Jinhos



The Beatles


Buddy Guy


John Lennon (c/Eric Clapton)


The Kingsmen


The Flying Lizards

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Os filmes da minha vida 3: Soylent Green



Soylent Green é um filme de ficção científica de 1973 com Charlton Heston, Edward G. Robinson, Joseph Cotten e Chuck Connors, baseado numa novela de ficção científica escrita em 1966 sobre superpopulação por Harry Harrison, "Make Room! Make Room!", mas divergente no seu próprio enredo e ideias.

O título do filme refere-se ao produto de comida artificial fictício que é o centro do seu enredo. Devido à popularidade do filme, o termo 'soylent verde' entrou em uso popular como uma referência para este produto de comida, ou qualquer comida de origem duvidosa. Também foi referenciado em numerosas fontes de mídia e parodiado em muitas séries de televisão.

Começando no ano de 2022, o filme descreve uma catástrofe Maltusiana que acontece porque a humanidade não procurou um desenvolvimento sustentável e não parou o crescimento da população. A população da Cidade de Nova Iorque é de 40,000,000, com mais de metade da população desempregada. O efeito de estufa e a poluição de ar e água produziram uma onda de calor que perdura durante o ano todo e uma leve fumaça amarela. A comida e os combustíveis estão escassos por causa da dizimação de plantas e animais, a habitação é dilapidada e superpovoada, a eutanásia patrocinada pelo governo, é difundida e encorajada como um meio de reduzir a superpopulação.

Carne, pão, queijo, fruta, legumes e até mesmo bebidas alcoólicas estão escassas e extremamente caras. Fazendas que produzam estas comidas são fortemente policiadas e off-limits para civis (além das fábricas onde são fabricados produtos de soylent). Para a maioria das pessoas, comidas naturais são um luxo, raramente, ou nunca, desfrutado. O governo dispensa rações de comidas sintéticas feitas pela Corporação de Soylent: Soylent Yellow, Soylent Red, e o produto mais novo, Soylent Green, a versão destes produtos mais popular derivou, de acordo com a empresa, de plâncton.

Pela temática ultra-actual e por gostar bastante de Charlton heston, este também é um dos filmes da minha vida.


Janis Joplin - Piece of my heart



De Joplin ficou a voz poderosa, sensual e distintiva -- o som agreste e raspante dela, era significativamente divergente do soft folk e estilos jazz - influenciados que eram comuns na ocasião entre muitos artistas brancos -- como também para os temas líricos dela de dor e perda. Para muitos, ela personificou aquele período dos anos 60 quando o som de São Francisco, junto com a sua estranha maneira (então considerada) de vestir e o estilo de vida sacudiram o país. Muitos fãs de Joplin lembram-se da aparição dela no Dick Cavett Show com um obviamente deleitado Dick Cavett. É mencionada no livro, "Small Steps", uma sequela para o romance de sucesso, "Holes". A autenticidade da personalidade dela sempre apareceu em entrevistas de imprensa, para melhor ou pior.

Foram negligenciadas as contribuições de Joplin para o idioma rock por muito tempo, mas a importância dela é agora mais amplamente apreciada, em parte graças à recente libertação do longo, nunca antes visto, documentário "Festival Express" que a captou no seu melhor. O estilo vocal de Janis, os seus vestidos extravagantes, a sua franqueza e sentido de humor, a sua posição livre (política e sexualmente) e o estridente, duro-vivo estilo "um da malta" combinaram-se para criar um tipo completamente novo de persona feminina no rock.

Pode ser discutido que, antes de Joplin, havia uma tendência para artistas populares femininas brancas a solo serem enclausuradas para alguns papéis amplamente definidos — a suave guitarra dedilhada 'folkie' (Judy Collins, Joni Mitchell), a virginal 'deusa popular' (Doris Day, Rosemary Clooney) ou a fresca, elegantemente vestida chanteuse (Dusty Springfield). Como uma das primeiras mulheres a liderar uma banda de rock, Joplin seguiu o precedente fixado pelas contrapartes masculinas brancas, adoptando a imagem, reportório e estilo de desempenho dos blues americanos, africanos, homens e mulheres. Com isto, Joplin era pioneira na redefinição do que era possível para cantoras femininas brancas na música popular americana.



Ao lado de Grace Slick dos Jefferson Airplane, ela abriu caminho a toda uma gama completamente nova de expressão para mulheres brancas no macho-dominado mundo pós-Beatles. Também é notável que, num tempo muito curto, ela transcendeu o papel de "cantora feminina" que lidera uma banda de homens, para ser uma estrela a solo internacionalmente famosa por seu próprio direito.

Em termos de imagem visual, Joplin é também notável como uma das poucas artistas femininas da época a usar calças regularmente, em vez de saias ou vestidos. Outra marca registada eram os cabelos extravagantes, incluindo frequentemente tiras coloridas e acessórios como lenços, contas e penas, um estilo notavelmente em conflito com o 'regulamento', ou perucas usadas pela maioria das cantoras femininas. É notável que ela é provavelmente a única estrela pop-rock feminina da época que nunca usou maquilhagem — algo que era muito estranho numa época em que o usar maquilhagem era rigueur para artistas femininas.

Fizeram-se comparações entre Joplin e o seu contemporâneo Jimi Hendrix (com quem houve rumores que ela teve um caso num WC), que foi catapultado para a fama pelo seu aparecimento em Monterey, com uma breve e próspera carreira, e que morreu de causas relacionadas com droga com poucas semanas de diferença de Joplin, também com 27 anos.

Joplin também foi comparada com Jim Morrison, outro contemporâneo que morreu com 27 anos depois de uma carreira próspera e cheia de drogas. Ela e Morrison supostamente também tiveram um caso.

Janis foi-se, muito cedo na minha opinião pois ainda teria imenso para dar, e levou "a piece of my heart" com ela. Em contrapartida deixou-me uma "piece of her heart".

R.I.P.


Terça-feira, Setembro 05, 2006

Janis Joplin: Maybe


Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos, encontrando-se na altura a gravar o seu álbum "Pearl" produzido por Paul A. Rothchild (também produtor dos The Doors e Phil Ochs). A sua última gravação completa foi "Mercedes-Benz" e uma saudação de aniversário a John Lennon em 1 de Outubro; Lennon contou depois a Dick Cavett que a fita gravada chegou a sua casa em New York depois dela falecer.

Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, na cidade de Westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico numa cerimonia. O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte e contém uma versão de "Buried Alive In The Blues" de
Nick Gravenites, que é só instrumental devido à sua prematura morte. O filme The Rose, com Bette Midler no papel de Janis Joplin e que lhe valeu uma nomeação para Melhor Actriz nos Óscares, baseou-se na sua vida.

Ela hoje é lembrada pela sua voz forte e marcante, bastante distante das influências
folk mais comuns na sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para as suas músicas.

Aqui fica mais uma das grandes vocalizações dela, em mais uma música cheia de sentimento e de dor, como ela tão bem transmitia...


Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Janis Joplin: Summertime



Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde as suas influências do blues nas vocalizações a aproximaram do grupo Big Brother and The Holding Company, que ganhava algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de successo dos seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até um sucesso posterior.

O "boom" da banda deu-se no Festival Pop de Monterrey, com uma versão da música de Big Mama Thornton, "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. O seu álbum de 1968 "
Cheap Thrills" juntamente com a prestação no festival lançaram mundialmente o nome de Janis, transformando-a numa das grandes estrelas dos anos 60. O álbum também continha o primeiro hit single, "Piece of My Heart", cujos coros seriam emprestados dois anos depois pelos Alive N Kickin' e o seu one-hit wonder "Tighter, Tighter".



Ao sair da banda Big Brother, Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou em I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969), mas sem grande sucesso. O grupo separou-se, e Joplin formou então o grupo considerado o que melhor a suportou, os Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte e o seu maior sucesso em vendas, e que teve como destaque as músicas Me and Bobby McGee (de Kris Kristofferson), e a versão a cappella de Mercedes-Benz, escrita por ela e pelo poeta beatnik Michael McClure.

Hoje fica aqui mais uma pérola desta grande cantora (e maluca também, lol), uma das melhores dela, para mim...


Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Janis Joplin: Cry Baby


Que dizer sobre esta grande senhora que mereceu o epíteto de "maior cantora branca de blues"? Que dizer quando se ouve alguém a cantar com tanto sentimento que nos toca no mais profundo da nossa alma?
Que dizer quando se ouve alguém a cantar de tal maneira que quando damos por nós temos lágrimas a caírem pela face?
Mais que todas até agora, esta foi a figura que mais me marcou. Quando ouço as suas canções é como se sentisse toda a dor que elas transmitem e a solidão que também tão bem conheço.
E como boa escorpiona que sou, de mim já chega.

Janis Lyn Joplin (19 de janeiro de 1943 - 4 de outubro de 1970)



Simplesmente a maior cantora norte-americana de blues, na minha opinião e na de muita gente, influenciada pelo rock e pelo soul, com uma voz marcante e que também chegou a compor. Joplin lançou quatro álbuns, desde 1967 até o lançamento póstumo do último em 1971.

Janis nasceu no St. Mary Hospital na pequena cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Filha de Seth Joplin, um trabalhador da Texaco, tinha dois irmãos mais novos, Michael e Laura. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Odetta e Big Mama Thornton e cantando no coro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos. Desta época vem a história de ser proclamada vencedora de um concurso universitário "O Homem Mais Feio da Universidade".

Cultivando uma atitude rebelde, ou libertária, como ela se denominava - o movimento women's liberation ainda estava na sua infância - Joplin vestia-se em parte como os poetas da geração beat, em parte como as cantoras de blues que tanto a marcaram. Mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, Haight-Ashbury e Corte Madera e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época o seu uso de drogas começou a aumentar, granjeando-lhe a reputação de "speed freak" e usando ocasionalmente heroína. Este uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e arruinou a sua saúde. Além disso, Janis sempre bebeu muito em toda sua carreira, sendo a sua preferida Southern Comfort.

Como muitas outras cantoras desta época, a sua imagem pública diferia em muito da sua verdadeira personalidade. O livro intitulado "Love, Janis", escrito pela sua irmã, fez muito para desmistificar a sua vida e trabalho e revela Joplin como uma mulher muitíssimo inteligente, tímida e sensível, devotada à sua família.

Esta é das músicas que mais gosto dela, aqui numa gravação ao vivo de 1970, muito pouco tempo antes de morrer. Nota-se que já não estava muito bem, mas o sentimento, o "feeling" esse estava lá todo...

Janis Joplin: Cry Baby

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Free: All Right Now



Os Free foram uma banda cujo nome é indissociável do de Paul Rodgers. O grande sucesso deles foi precisamente "All Right Now", que atingiu os tops internacionais em 1970, tornando-se num hino. Foi nº1 em mais de 20 países e em 1990 foi galardoada pela ASCAP em 1990 por ter atingido mais de um milhão de passagens radiofónicas só nos EUA.

Na altura, os Free e os Led Zeppelin eram as mais importantes bandas britânicas. Os Free lançaram quatro álbuns que atingiram o top 5 e eram considerados os "leaders" da chamada "British blues rock invasion".

A rara combinação de blues, baladas e rock grantearam-lhes reconhecimento internacional e uma multidão de seguidores. O Multi Million Award foi dado a Paul Rodgers no outono de 2000 pela British Music Industry quando "All Right Now" ultrapassou os 2 milhões de audições radiofónicas no Reino Unido. Rodgers posteriormente aos Free formaria outra super banda denominada Bad Company.

"All Right Now" foi lançada no verão de 1970, ficando imediatamente nº1 no Top britânico e 4º no Top dos EUA. "All Right Now" apareceu originalmente no álbum
Fire And Water, que os Free gravaram para a etiqueta Island record label, formada por Chris Blackwell.

Aqui fica uma gravação de 1970 no Festival da Ilha de Wight. Enjoy...

Terça-feira, Agosto 29, 2006

The Rolling Stones: Sympathy For The Devil


Hoje cabe a vez aos Rolling Stones, uma banda bem antiga mas que ainda hoje dá que falar. Não sou fã, gosto de alguns hits deles, mais nada. Esta é das músicas que mais gosto deles. Sympathy for the devil. Um must...

Mas prontos, aqui vai um bocadinho de história, as usual: os Rolling Stones são uma banda de
rock inglesa formada em 25 de Maio de 1962, e que está entre as bandas mais antigas ainda em actividade. Ao lado dos Beatles, foram a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 60, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas. Formado por Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo baseava a sua sonoridade no blues, e surgia como uma opção selvagem e irreverente aos bem-comportados Beatles.

Tudo começou em 1960, quando os dois amigos de infância, Mick e Keith, se reencontraram na estação de comboios de Dartford, Inglaterra, e descobriram um interesse em comum por blues e rock and roll. Em 1962 foram convidados pelo guitarrista Brian Jones a montar a definitiva banda de R&B branca, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no nome de uma canção de
Muddy Waters, Rolling Stone, cujo nome foi utilizado oficialmente, pela primeira vez, na sua apresentação no Marquee Club de Londres em 12 de julho de 1962.

O pianista
Ian Stewart, amigo de Brian, seria o co-fundador da banda, mas porque a sua imagem pessoal não tinha o devido sex-appeal, ele seria rebaixado a gerente de palco, com direito a gravar com a banda mas não a posar como membro. Bill Wyman, que embora já vivesse da noite há muito mais tempo que os demais, seria acrescentado à banda por um motivo fútil: possuía mais de um amplificador. Em Janeiro de 1963, Charlie Watts assumiria definitivamente a bateria. A boa aceitação nas apresentações ao vivo somadas à habilidade promocional do seu empresário, levou a banda a um contrato com a Decca Records (então a piada do ano por ter recusado um contrato com os Beatles). O empresário promove a banda com uma imagem de rebeldes e cria a pergunta: Você deixaria a sua filha casar-se com um Rolling Stone?.

Do álbum Beggar's Banquet (1968) saíram dois dos maiores hits da banda, Jumpin' Jack Flash, que não saiu em single e o controverso Sympathy For The Devil - que Mick disse ter-se inspirado numa visita a um centro de
candomblé na Bahia - música responsável pela maior parte das acusações de satanismo que a banda iria sofrer desde então.

Aqui vos deixo uma versão ao vivo de 1968, ainda eles estavam na sua juventude, bem como uma curiosíssima versão pelos Laibach. Da versão feita pelos Guns'n'Roses desta música não encontrei vestígios. Pena... Mas esta é outra das músicas que todas as bandas tocam, seja em garagens, seja em espectáculos ao vivo, portanto tem montes de covers. Basta procurar-se na net...

Como curiosidade, uma versão bem feminina deste sucesso pode ser encontrada
AQUI. Fãs ou não, vão ver que vale a pena.



Segunda-feira, Agosto 28, 2006

The Who: Behind Blue Eyes


Os The Who são uma banda de rock britânica surgida nos anos 60. A evolução musical do grupo culminou numa fase de grande sucesso na década de 70. Após um período inactivo entre os anos 80 e 90, os The Who retornaram aos palcos e, apesar da perda de dois dos seus integrantes originais, continuam a apresentarem-se esporadicamente.

Os The Who são considerados uma das maiores bandas ao vivo do rock 'n' roll de todos os tempos. Conhecidos pelo dinamismo das suas apresentações e pela sua música reflectiva e cheia de influências artísticas, são também considerados pioneiros do rock, popularizando entre outras coisas a
ópera rock (principalmente com Tommy) sob a liderança de Pete Townshend. Os seus primeiros álbuns mod, cheios de curtas e agressivas canções pop, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop. No princípio de sua carreira a banda ficou conhecida por rebentar completamente os seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o infame e alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares).

A formação clássica consistia de:
Pete Townshend - Guitarra, guitarra acústica, piano & sintetizador em gravações de estúdio
Roger Daltrey - vocais, gaita de beiços (harmonica)
Keith Moon - Bateria, percussão
John Entwistle - Baixo, instrumentos de sopro

A era clássica dos The Who (e segundo alguns a própria banda), terminou em 1978 com a morte do inimitável Keith Moon.

"Behind Blue Eyes" é uma canção da autoria de Pete Townshend para um seu nunca acabado projecto denominado
Lifehouse. Apareceu inicialmente no álbum dos The Who's de 1971, Who's Next, juntamente com outras retiradas também do abortado projecto.

A versão de "Behind Blue Eyes" do Who's Next é na realidade a segunda que gravaram; a versão anterior aparece como bonus track na edição remasterizada em CD, que conta com
Al Kooper a tocar Hammond Organ.

Foram feitas versões de "Behind Blue Eyes" por
Ian Stuart Donaldson, Vanessa Petruo e Jon English, pelo menos. Os Limp Bizkit fizeram um cover para o seu álbum Results May Vary, usada também no filme Gothika. O vídeo desta versão foi dirigido por Fred Durst, aparecendo nele Halle Berry, a estrela do filme.

É esta que lhes deixo aqui hoje, numa gravação ao vivo de um concerto arranjado por George Harrison e que ficou conhecido por "Concert for the people of Kampuchea". Segue-se a versão dos Limp Bizkit e outra ao vivo por Vanessa Petruo. Jinhos


The Who

Limp Bizkit

Vanessa Petruo

Domingo, Agosto 27, 2006

Os filmes da minha vida 2: The Thing



Este é outro dos filmes que eu considero serem da minha vida. Confesso, sou fã de John Carpenter. Gosto muito da sua imaginação e da sua maneira de realizar os filmes. Além de que gosto bastante também da música que ele faz para os seus filmes. Bem, pelo menos gosto da maioria dos seus filmes e das bandas sonoras.

John Carpenter's The Thing é uma remake de um filme de
Howard Haws intitulado The Thing from Another World feito em 1951 baseado na "short story" de John W. Campbell, Jr "Who Goes There?". A versão de John Carpenter, de 1982, é mais fiel ao conto que a primeira. O principal papel foi dado a Kurt Russell, um dos actores fetiche do realizador.

A banda sonora da película, apesar de ser hábito John Carpenter compôr as músicas dos seus filmes, sozinho ou em parcerias, é da autoria de Ennio Morricone, que curiosamente e apesar de ter feito bandas sonoras de inúmeros filmes bem famosas (A Fistful of Dollars, Once Upon a Time in the West, Once Upon a Time in America ou The Mission) conseguiu com esta ser nomeado para os Razzie Awards (que premeiam os piores) como a pior banda sonora do ano.

Carpenter considera este filme como a primeira parte da sua Apocalypse Trilogy, juntamente com
Prince of Darkness, de 1987 e In the Mouth of Madness de 1995. Este filme foi nomeado pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA para os prémios de Melhor Filme de Terror e Efeitos Especiais pelo trabalho de Rob Bottin. Saiu uma edição de coleccionador The Thing (Collector's Edition) na qual nunca consegui meter as mãos e da qual só sei que vem com entrevistas, filmagens dos bastidores e do filme, mas parece que não traz novas cenas.

Embora não seja grande fã de filmes de terror, gosto deste pela mistura de suspense e de ficção. Divirtam-se... ou como diria Lauro Dérmio "Letz luk éte da traila"


Sábado, Agosto 26, 2006

Pink Floyd: One Of These Days


Os Pink Floyd não editaram nenhum álbum de originais desde The Division Bell de 1994, e não tendo a banda acabado oficialmente, também não se vislumbram sinais de um novo álbum. A actividade da banda desde essa data foi a edição do álbum ao vivo P-U-L-S-E em 1995, uma versão ao vivo de The Wall, compilada dos concertos de 1980 e 1981, com o título de Is there anybody out there em 2000, um Greatest Hits duplo chamado Echoes em 2001, a reedição em 2003 de The Dark Side of the Moon, comemorativo do 30º aniversário de lançamento do disco e a reedição de The Final Cut com o single When the Tigers Broke Free adicionado em 2004.

O álbum Echoes causou alguma controvérsia devido ao facto de músicas se seguirem umas às outras continuamente numa ordem diferente da dos álbuns originais e de algumas terem sido cortadas substancialmente, como Echoes, Shine On You Crazy Diamond e Marooned.

David Gilmour editou um concerto em DVD a solo com o título David Gilmour in Concert que saiu em novembro de 2002 compilado de espectáculos ocorridos no The Royal Festival Hall em Londres entre 22 de junho de 2001 e 17 de janeiro de 2002. Rick Wright aparece como convidado.

O baterista Nick Mason publicou em 2004 um livro sobre a banda, Inside Out: A Personal History of Pink Floyd. O livro não é uma biografia definitiva do grupo, e sim uma visão pessoal das experiências vividas por Mason dentro do Pink Floyd.

Apesar de correrem rumores de que os três Floyd restantes estariam em estúdio a gravar novo material, não existem dados oficiais que permitam corroborar esses rumores. Devido ao facto de os membros da banda terem andado a trabalhar noutros projectos e à morte do empresário de longa data, Steve O’Rourke em 30 de outubro de 2003, o futuro da banda é agora incerto.

Em 2 de Julho de 2005 os Pink Floyd apresentaram-se no concerto Live 8 no Hyde Park em Londres, um já tradicional evento beneficiente que reúne diversas estrelas da música, idealizado e organizado por Bob Geldof. Reuniram-se Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright. Foi o primeiro concerto com os quatro membros em 24 anos. O último show da banda com Waters aconteceu no Earls Court em Londres em 1981.

Após cerca de 30 anos de desavenças, Waters e Gilmour cantaram em uníssono We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year, running over the same old ground. What have we found? The same old fears, wish you were here. Além de Wish You Were Here foram tocadas Breathe/Breathe Reprise, Money e Comfortably Numb. Os Pink Floyd foram acompanhados pelo guitarrista Tim Renwick, o teclista Jon Carin, o saxofonista Dick Parry e a vocalista Carol Kenyon.

Esta é do Live at Pompeii...

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Pink Floyd - High Hopes


1983 assistiu à edição de The final cut, disco dedicado ao pai de Waters, Eric Fletcher Waters. Com um tom ainda mais obscuro que The Wall, este álbum voltou à carga com muitos dos temas do álbum anterior, acrescentando alguns mais actuais, incluindo a revolta de Waters pela participação britânica na Guerra das Malvinas (The Fletcher Memorial Home) , o cinismo e o medo da guerra nuclear (Two Suns in the Sunset) e o capitalismo, na faixa Not Now John. A ausência de Wright implicou a falta dos efeitos dos teclados vistos nos álbuns anteriores. Apesar de ter sido editado como sendo um álbum dos Pink Floyd, o projecto era claramente dominado por Waters, podendo inclusivamente ler-se na capa interior que o projecto era da autoria de Roger Waters, tocado pelos Pink Floyd; este álbum tornou-se o protótipo de som e forma para os projectos a solo de Roger Waters. Tendo apenas um sucesso moderado, seguindo o padrão dos Pink Floyd, o álbum apenas teve êxito na rádio com o single Not now John. As discussões entre Waters e Gilmour nesta altura seriam tão graves, que havia rumores que estes nunca mais tinham sido vistos ao mesmo tempo no estúdio, que não iria haver digressão e que a banda oficiosamente tinha acabado em 1983.

Após The Final Cut, os membros da banda seguiram caminhos separados, tendo cada um lançado álbuns a solo, até que em 1987, David Gilmour e Nick Mason fizeram renascer a banda.

Sucede-se então uma áspera disputa legal com Roger Waters, que tinha deixado o grupo em 1985, mas Gilmour e Mason conseguem ganhar o direito legal de lançar um álbum com o nome dos Pink Floyd (Waters contudo ganhou os direitos a algumas das imagens tradicionais dos Floyd, incluindo a quase totalidade dos personagens de The Wall e todos os direitos sobre The Final Cut). Richard Wright juntou-se ao grupo durante as gravações de A momentary lapse of reason como músico de estúdio, pago semanalmente. Para todos os efeitos, Wright foi integrado como membro de pleno direito da banda quando do lançamento de The division bell em 1994 e na digressão subsequente.

Todos os elementos dos Pink Floyd editaram álbuns a solo que conheceram os mais variados graus de sucesso tanto crítico como comercial. Amused to Death de Waters foi especialmente bem recebido pelos críticos.

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Pink Floyd: Dogs


O álbum The Dark Side of the Moon e os três álbuns seguintes (Wish You Were Here, Animals e The Wall) são eleitos por muitos fãs como o pico da carreira dos Pink Floyd. Wish you were here, lançado em 1975, é um álbum sobre o tema da ausência. O álbum incluía Shine on You Crazy Diamond, uma faixa bastante aclamada pela crítica, dividida em nove partes e com longos trechos instrumentais, era um tributo de Roger Waters para Syd Barrett, em que os versos falavam explicitamente das consequências do seu esgotamento.

Quando do lançamento de
Animals, em 1977 a banda foi acusada por alguns sectores da crítica, da esfera do punk rock, que a sua música se tinha tornado flácida e pretensiosa, afastando-se da simplicidade do rock and roll dos primeiros tempos. O álbum continha músicas mais extensas e baseadas no livro Animal Farm (O Triunfo dos Porcos em Portugal) de George Orwell, que usava porcos, cães e carneiros como metáforas para caracterizar a sociedade contemporânea. Animals era um álbum mais à base de guitarras do que os anteriores e marcou o despertar das tensões entre Roger Waters e Richard Wright.

Em
1979, foi lançada a Ópera rock épica The wall, concebida quase na totalidade por Waters, e que deu aos Pink Floyd uma renovada aclamação e mais um single de êxito com a sua incursão na crítica da pedagogia – Another Brick in the Wall, Part II. Incluía também Confortably Numb que apesar de nunca ter sido editado em single, se tornou num clássico das rádios e é hoje uma das suas músicas mais conhecidas. É também a única música dos primeiro quatro álbuns conceituais a não ter seguimento nem no princípio nem no fim. Este álbum tornou-se bastante caro; os espectáculos deram prejuízo, mas devido ao grande número de vendas conseguiu tirar a banda do buraco financeiro em que se encontrava. Durante este tempo, Waters aumentou a sua influência artística e liderança do grupo, causando conflitos frequentes com os outros membros, tendo, inclusivamente, despedido Wright apesar de este ter sido contratado para tocar nos poucos espectáculos que a banda realizou. Ironicamente, Wright foi, por isso, o único Floyd a ganhar algum dinheiro com os espectáculos, tendo os outros que arcar com o prejuízo do elevado custo de produção. O álbum foi co-produzido por Bob Ezrin, um amigo de Waters com quem escreveu a faixa The Trial. No entanto Ezrin também foi afastado após ter inadvertidamente falado com um jornalista seu familiar sobre o álbum.

The Wall permaneceu na lista dos álbuns mais vendidos durante 14 anos. Um filme protagonizado por
Bob Geldof, fundador dos Boomtown Rats, adaptado em 1982, escrito por Waters e realizado por Alan Parker, continha animações criadas por Gerald Scarfe, notável cartoonista britânico e colaborador de longa data dos Pink Floyd. Com a criação do filme, assistiu-se à deterioração da relação Waters/Gilmour devido ao monopólio exercido por Waters na banda.
Com vocês, Dogs do álbum Animals...

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Pink Floyd: Astronomy Domine; See Emily Play; Set The Controls For The Heart Of The Sun


Desta vez é mesmo uma das bandas da minha vida: os Pink Floyd. Formaram-se em 1964 a partir da usual evolução de bandas anteriores em Inglaterra.

Por sugestão de Syd Barret, começaram por se chamarem The Pink Floyd Sound, em homenagem aos músicos de
blues Pink Anderson e Floyd Council e, mais tarde, quando do lançamento do seu primeiro álbum, apenas como The Pink Floyd . O The foi esquecido alguns álbuns depois, fixando o nome da banda definitivamente como Pink Floyd.

Inicialmente eram formados por
Bob Klose (guitarra solo), Syd Barrett (voz e guitarra ritmo), Richard Wright (teclas e voz), Roger Waters (baixo e voz) e Nick Mason (bateria), e tocavam covers de êxitos do rhythm'n'blues.




À medida que Barrett começou a compor músicas mais influenciadas pela surf music americana, pelo rock psicadélico e pela literatura inglesa, marcadas pela extravagância e humor, Bob Klose, orientado para um jazz mais sério, saiu, deixando a banda limitada a quatro elementos que, juntamente com os seus empresários, Peter Jenner e Andrew King formaram uma sociedade, a Blackhill Enterprises.


Em 1968, o guitarrista e vocalista David Gilmour juntou-se à banda para substituir Syd Barrett, cuja saúde mental se deteriorava diariamente devido a um exagerado consumo de drogas (LSD). Mesmo assim, mantinha-se como a principal figura e compositor da banda. Com o comportamento de Barrett a tornar-se cada vez menos previsível, os espectáculos da banda tendiam a desmoronar-se, até que os restantes elementos deixaram simplesmente de o levar para os concertos.

Com a partida oficializada de Barrett, Peter Jenner e Andrew King, que apostavam na sua genialidade, decidiram ficar com ele, pondo fim à sociedade Blackhill Enterprises. Apesar de ter sido Barrett a escrever a maior parte do primeiro álbum,
The piper at the gates of dawn (1967), a sua contribuição para o segundo, A saucerful of secrets (em 1968, já com a participação de Gilmour), foi de apenas uma música (Jugband Blues, a última do álbum).

Em
1969 os Pink Floyd lançam dois álbuns. Primeiro a banda sonora do filme More, logo seguido pelo duplo álbum Ummagumma. Este último, em parte gravado no Mothers Rock Club em Birmingham e outra parte em Manchester, foi composto por uma mistura de gravações ao vivo e de experiências de estúdio feitas pelos membros da banda, em que cada um gravou metade de um lado de um álbum de vinil como um projecto a solo (tendo a mulher de Mason contribuído anonimamente como flautista).

Em
1970 é lançado o álbum Atom heart mother que chega ao topo de vendas no Reino Unido. Álbum de algum modo datado, foi descrito por David Gilmour como sendo o som de uma banda desatinando no escuro. A faixa que dá nome ao álbum fica a dever muito à excelente orquestração de Ron Geesin.

O som da banda era consideravelmente mais objectivo em
Meddle (1971), que incluía o épico de 23 minutos Echoes. O álbum incluía também One of these days (um clássico sempre presente nos concertos da banda, com uma voz distorcida de Nick Mason, numa letra de apenas uma frase, “One of these days I’m going to cut you into little pieces”, e San Tropez, com o seu estilo pop-jazz. O seu gosto pelo experimentalismo ficou expresso em Seamus (antes intitulada Mademoiselle Nobs), uma faixa de blues puro em que a vocalização principal é feita por um lobo da Alsácia.

Um álbum menos conhecido,
Obscured by clouds, foi lançado em 1972 como a banda sonora do filme La Vallée (O Vale dos Perdidos, em Portugal) e foi o primeiro álbum da banda a chegar ao top 50 dos Estados Unidos da América.Destaque para as faixas Mudmen e Childhood's end.

Apesar de ser um grupo que nunca teve êxito com os singles,
The dark side of the moon, álbum de 1973, conseguiu colocar a faixa Money no Top 20 americano, e mais importante ainda o facto deste álbum se ter mantido no Top 100 durante mais de uma década, quebrando uma série de recordes e tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Tratou-se de um álbum conceptual que lidava de temas como a loucura, a neurose e a fama, e que devido ao uso do novo equipamento de gravação de 16 faixas do estúdio de gravação Abbey Road Studios e ao grande investimento de tempo por parte do engenheiro de som Alan Parsons, estabeleceu novos padrões para a fidelidade do som.

E por agora chega de história. Já toda a gente sabe quem são, são mais que sobejamente conhecidos, e isto é só um pequeno lembrete que aqui lhes deixo. Fiquem então com uma gravação dos Pink Floyd em 1968 na BBC, já com David Gilmour e sem Syd Barrett. Enjoy...


Terça-feira, Agosto 22, 2006

Creedence Clearwater Revival: Proud Mary


Os Creedence Clearwater Revival foram desde sempre considerados uma banda de rock do pântano, pois, embora fossem da California, eram muito influenciados pelo tipo de blues da Louisiana do Sul dos finais dos anos 50 até meio dos 60.

Começaram nos finais dos anos 50 com o nome The Blue Velvets, com John Fogerty, Doug Clifford, e Stu Cook , como um trio instrumental. Em 1959 Tom Fogerty entrou para a banda como vocalista. A partir dai a banda ficou assim:

John Fogerty – vocalizações, guitarra, harmonica, piano, órgão
Tom Fogerty – guitarra, vocalizações
Stu Cook – baixo, vocalizações
Doug Clifford – bateria, percussões, vocalizações ocasionais

Eventualmente John Fogerty tomou o controle da banda, escrevendo a maior parte do material e tornando-se o vocalista principal. O primeiro álbum como Creedence Clearwater Revival foi lançado em 1968. Uma versão de um clássico do "Swamp rock" de Dale Hawkins, "Susie Q.", tornou-se no primeiro grande sucesso em single (a canção foi depois incluída no filme Apocalypse Now).

Em 1969, a banda começou verdadeiramente a encontrar-se; "Proud Mary", do álbum Bayou Country tornou-se no segundo single a obter grande sucesso, tendo sido também um grande sucesso para Ike and Tina Turner.

É esta, vinda ainda dos meus tempos de rádio e também dos singles e lp's, que lhes deixo aqui hoje, na versão original, na versão de Ike & Tina Turner, na versão cantada por Beyonce num tributo a Tina Turner, e numa versão cantada pelo mítico Elvis Presley.

Divirtam-se...

Creedence Clearwater Revival

Ike & Tina Turner

Beyonce

Elvis Presley

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

The Beatles: Love Me Do


Os Beatles foram e são uma referência a nível musical em todo o mundo. Começei a ouvi-los na rádio, obviamente, e só muito tempo depois é que comprei uma colectânea deles. Embora gostasse dos hits, nunca foram um dos grupos da minha vida ao contrário, por exemplo, dos Pink Floyd ou dos Hawkwind.

Love me do foi a primeira canção a ser lançada oficialmente pelo grupo em Outubro de 1962 na Inglaterra, sendo o lado B "PS I love you".

A música foi composta por John Lennon e Paul McCartney. As vocalizações foram feitas por ambos com George Harrison no coro, embora em alguns momentos da música se destaque mais a voz de Paul McCartney . Atingiu o décimo sétimo lugar nos tops britânicos após o seu lançamento. Em 1964, nos Estados Unidos, atingiu o primeiro lugar nos tops.

"Love me do" foi gravada em três vezes diferentes e com bateristas diferentes:
A primeira gravação foi feita em 6 de Junho de 1962 com
Pete Best e foi lançada no álbum Anthology 1.
A segunda em 4 de Setembro do mesmo ano com
Ringo Starr na bateria, sendo lançada nos álbuns Past Master I e The Beatles One.
A terceira versão a 11 de Setembro com
Andy White na bateria e Ringo tocando tamborim e foi lançada no álbum Please Pelase me.

Sobre os Beatles não vale a pena dizer mais nada, são sobejamente conhecidos e a net está a abarrotar de informações sobre eles. Assim, mais vale ouvirem e verem esta antiguidade clássica e aproveitar para ficarem a conhecer como eram realizados os videoclips na época...

Domingo, Agosto 20, 2006

Os filmes da minha vida 1: Alien



Desta vez não é de música que lhes falo, mas sim, dos meus gostos cinematrográficos. Não vão aparecer por ordem nem em dias específicos, mas conforme me lembrar e/ou apetecer. E vou começar por um dos que mais gostei como fã acérrima da chamada sci-fi (Tenho a colecção Argonauta completa até ter ficado sem emprego, lol). Alien, o 8º passageiro.


Considero este filme um dos suprasumos até agora, apesar de já ter uns anitos. A ideia do ser extraterrestre com ácido em vez de sangue (imaginem o planeta de onde viria, com predadores para o caçarem), o suspense conseguido neste filme, verdadeiramente digno de um Hitchcock, uma realização impecável, interpretações muito bem conseguidas (também com a qualidade dos actores...) fazem deste um dos filmes da minha vida.


A 20th Century Fox lançou o ALIEN original em Maio de 1979. A película foi saudada por críticos e pelas audiências mundiais como um excelente trabalho de ficção científica, e facturou, por alto, cerca de 100 milhões de dólares a nível mundial, um número notável durante para essa altura. O êxito da película trouxe prestígio para o estúdio, tendo sido realizados até à data mais três filmes da saga: em 1986, 1992 e 1997.


ALIEN lançou a carreira de Sigourney Weaver, cuja personagem Ellen Ripley se tornou numa das primeiras e mais duradouras heroínas deste género cinematográfico.
O filme contou ainda com as presenças de Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Sir Ian Holm e Yaphet Kotto. Os produtores foram Gordon Carroll, David Giler e Walter Hill, e o argumento foi escrito por Dan O'Bannon baseado numa história de O'Bannon e Ronald Shusett.




Trabalhando em conjunto com a Twentieth Century Fox, o realizador Ridley Scott supervisionou o restauro do negativo original do filme, bem como dos melhoramentos digitais. Além disso, Scott e a sua equipa de arquivadores reviram mais de 100 caixas de filmagens, que não foram vistas em quase 25 anos, as quais foram descobertas em Londres. Desta riqueza de material, Scott seleccionou novas cenas para um filme "Director's Cut", que foram então restauradas digitalmente, e inseridas no recentemente "polido" negativo do ALIEN original. Esta versão inclui uma nova mistura stereo digital de seis pistas.


Apreciem o trailer original deste excelente e assustador filme.


Sábado, Agosto 19, 2006

Tom Jobim: Águas de Março


Nos antigos tempos de rádio, a música brasileira já ocupava uma parte significativa das programações, embora não tanto como agora. A maior parte ainda era música portuguesa. No entanto, muitas das minhas recordações vêm do Brasil, ou mais própriamente da mpb. Muitas das músicas que ouvia ficaram-me para sempre no ouvido, sendo hoje clássicos.
Aqui lhes deixo um deles em 3 vídeos. Data de 1972, ano em que Tom Jobim compôs uma das mais belas composições brasileiras, "Águas de Março". O primeiro é com Tom Jobim e a grande Elis Regina, no segundo canta Elis sozinha, e o terceiro uma versão de Sandy e Júnior.
Com vocês as "Águas de Março". Que as lágrimas aflorem seus olhos como fazem aos meus sempre que oiço estas verdadeiras pérolas musicais da humanidade...






Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Steppenwolf: Born to Be Wild


No caótico mundo do rock'n'roll, onde a vida da generalidade das bandas mede-se em termos de poucos anos ou mesmo poucos meses, John Kay e os Steppenwolf emergiram como uma das bandas mais duradouras e respeitadas, oferecendo uma música bem forte e personalizada por mais de 3 décadas.




Crescendo em Hannover na Alemanha Ocidental, John foi profundamente influenciado pelo rock 'n' roll americano que ouvia na U.S. Armed Forces Radio. Embora não falasse inglês na altura, a energia primária da música ouvida tocou-lhe bem fundo dando-lhe um ideal de liberdade pessoal bem como um interesse crescente na cultura americana. Em 1958, o teenager emigrou com a sua mãe e o seu padrasto para Toronto, abrindo-se uma nova realidade para ele.

Em 1967, Kay encontrava-se em Los Angeles, onde o produtor da ABC-Dunhill Records, Gabriel Mekler, o encorajou a formar uma banda para gravar para a sua etiqueta. Com essa finalidade, o cantor realistou o baterista Jerry Edmonton e o teclista Goldy McJohn que tinham tocado com ele numa banda antiga, os Sparrow, e recrutou um prodigioso e promissor guitarrista de 17 anos, Michael Monarch e o baixista Rushton Moreve. A nova banda foi baptizada de Steppenwolf, título de um mistico conto de Hermann Hesse.

"Born to Be Wild"-escrita pelo ex-Sparrow Dennis Edmonton, aka Mars Bonfire-tornou-se no primeiro grande hit dos Steppenwolf, a canção tornada proeminente pela participação na banda sonora do filme Easy Rider (juntamente com um cover também do seu primeiro álbum, Steppenwolf, de uma música anti drogas de Hoyt Axton "The Pusher"), cimentando imediatamente o estatuto dos Steppenwolf como ícones de contracultura.

É este tema de 1968, tinha eu 10 anos, que vos deixo aqui, bem como algumas (poucas, 5) das covers que foram feitas deste hino, por grandes bandas de renome como The Doors, Bruce Springsteen, David Bowie, Iggy Pop, Blue Oyster Cult entre outras que tornariam esta lista demasiado extensa.

Primeiro o original pelos Steppenwolf:



A versão dos Slayer:


A versão de Dana Andrews:


A versão pelos Slade:


Finalmente, a versão de Kim Wilde:

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Roberto Carlos: Quero que vá tudo pro inferno

Esta vem ainda dos tempos em que não tinha nem gira-discos nem televisão. Era uma das que passavam na rádio, nos programas que a minha avó ouvia tipo 'quando o telefone toca'. O intérprete é sobejamente conhecido ainda hoje em dia, portanto dispensa apresentações. Esta vem mesmo do fundo do baú numa gravação de 1967 para uma TV Brasileira... Curiosamente, há pouco tempo ouvi na rádio um cover desta mesma música pelos GNR. Infelizmente não consegui encontrar em vídeo esta versão.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

Slade: Lock Up Your Daughters


Os anos 90 viram a canção "Radio Wall Of Sound" atingir o Top-30 britânico e assim dar aos Slade uma permanência de 20 anos nos tops!
Os Slade continuaram com as tournés pelo mundo. São presença constante nos festivais germânicos e todos os anos fazem uma tourné denominada "Merry Xmas Everybody" na Grã-Bretanha em Dezembro. Continuam com uma massiva horda de fãs e tocam regularmente na
Russia, Polónia, Belgica, Holanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlandia, França e na República Checa.
Ainda hoje os Slade são uma das mais excitantes bandas ao vivo com a sua performance dinâmica e poderosa de um rock'n'roll puro e inadulterado.

Slade: Gudbye T' Jane

Não contentes com o sucesso do seu Glam rock e não querendo dormir sobre os louros alcançados, os Slade começaram a forjar um caminho próprio no forte panorama do British heavy rock. Uma segunda bem sucedida aparição em Castle Donnington em 1981, perante uma multidão de cerca de 200 000 pessoas, consolidou a posição da banda e abriu caminho ao single "Lock Up Your Daughters", seguido pelo álbum "Til Deaf Do Us Part".

Domingo, Agosto 13, 2006

Slade: Cum On Feel The Noize


No início dos anos 80, os Slade foram convidados para aparecerem no Reading Rock Festival, um evento anual que atrai cerca de 100,000 pessoas. Literalmente eles roubaram o show, dando uma lição a algumas das maiores bandas de rock e interessando muitos novos fãs. Como resultado imediato, a banda assinou um novo contracto e compôs um novo êxito: "We'll Bring The House Down", que atingiu o Top-10 no reino Unido em Janeiro de 1981. Os Slade estavam de volta!

Sábado, Agosto 12, 2006

Slade: Mama Weer All Crazee Now


Através dos anos, os Slade tornaram-se numa das maiores bandas Europeias, com tournés contínuas bem como gravando discos e fazendo visitas regulares aos EUA, Japão e outras partes do mundo. O catálogo de hits dos Slade é demonstrativo da época: "Take Me Bak 'Ome", "Mama Weer All Crazee Now", "Cum On Feel The Noize", "Gudbye T' Jane", juntamente com muitas outras dá uma imagem da "Glam Generation" e ainda hoje os Slade são bem representados em qualquer retrospectiva da época.
A música que lhes apresento hoje teve pelo menos duas covers, uma pelos Quiet Riot e outra pelas Runaways. Para quem quiser e a título de curiosidade, ficam aqui as 3 versões.
Primeiro o original dos Slade


Depois a versão dos Quiet Riot


Depois a versão das Runaways


Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Slade: Get Down And Get With It


Hoje mostro outro dos meus grupos favoritos da época dos 15 anos, os Slade. Ao mesmo tempo que era fã de Suzy Quatro, foi também com os Slade que começei a ouvir música fora do circuito de rádio da época.

A carreira dos Slade alcançou 3 décadas e as suas canções mais duradouras "Cum On Feel The Noize" e "Coz I Luv You" ainda são utilizadas hoje em dia em spots comerciais de TV para algumas das maiores companhias mundiais.

Os SLADE iniciaram-se na estrada em 1966, visitando toda a Grã-Bretanha e Europa e os seus convertos tornam-se uma atracção regular. Associando-se com o anterior baixista dos Animais e gerente da banda Jimi Hendrix Experience , Chas Chandler, os Slade alcançaram o seu primeiro hit maio de 1971 com a canção de Bobby Marchan "Get Down And Get With It" e, em Outubro do mesmo ano "Coz I Luv You" era a sua primeira canção a atingir o Nº1 e um gigantesco sucesso pela Europa.

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

Suzi Quatro - Devil Gate Drive


Pelos finais dos anos 70 e início dos 80 a sua música amadureceu para um estilo ligeiramente diferente mas ainda rock, com canções como 'SHE'S IN LOVE WITH YOU', 'MAMA'S BOY', 'IF YOU CAN'T GIVE ME LOVE', 'RACE IS ON' e o seu primeiro nº1 nos EUA, 'STUMBLIN IN'.

A sua habilidade de representar foi usada nos anos 80 como convidada em séries televisivas britânicas como 'Minder' e 'Dempsey and Makepiece'. Em 1982 Suzi grava o seu álbum MAIN ATTRACTION, enquanto estava grávida, o que influenciou a sua música.

Os anos 90 trouxeram um som mais musical para Suzi. Tournés foram lançadas na Europa, Japão e Australia e, pela primeira vez, foi possível comprar vários álbuns de Suzi relançados em CD.

Em 1992 Suzi e o seu marido de há 16 anos decidem divorciar-se. Um triste ano para Suzi em que perde a sua mãe, Helen Quatro, bem como a sua sogra. Suzi, sendo uma sobrevivente, cura as suas feridas trabalhando, fazendo mais tournés e escrevendo mais canções, entre as quais, uma das melhores canções escrita por ela própria, 'AND SO TO BED'.

A última notícia que tenho dela data de 2003 ano em que realizou mais uma tourné, a 20ª na Austrália, de nome "Rock Hard" tour, onde mostrou algumas novas canções bem como os antigos hits.

O vídeo que apresento não foi gravado nas melhores condições, tanto de imagem como de áudio, mas como canção emblemática foi o único que arranjei.



Como curiosidade deixo ainda aqui um vídeo de uma representação, penso que Australiana de um show de travestis (ou Drag Queens whatever) com esta música


Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Suzi Quatro: 48 Crash


Curiosamente, depois de Suzi ter chegado a Londres armada com uma mala e uma guitarra-baixo e de passar 2 anos a escrever canções e a gravar, saiu o seu primeiro single, Rolling Stone, que foi um flop em todo o lado menos em Portugal, onde atingiu um surpreendente 1º Lugar em 1972.

Mickie Most, o dono da RAK, etiqueta para onde ela gravava, tinha contratado então dois autores, Mick Chapman e Nicky Chinn, que escreveram o primeiro grande sucesso que foi Nº1 no Reino Unido, Japão, Europa e Australia: Can the Can.

Suzi estava então a tornar-se famosa pela sua aparência sempre de cabedal e pelo seu rock "streetwise", gravando então muitos êxitos como '48 CRASH', 'DAYTONA DEMON', 'THE WILD ONE', 'TOO BIG' e aquele que se tornou o seu hino, 'DEVIL GATE DRIVE' .


Terça-feira, Agosto 08, 2006

Suzi Quatro - Can the Can


Suzi Quatro remonta à altura em que deixei de só ouvir músicas na rádio nos postos que a minha avó gostava, e começei na minha busca pessoal de um estilo com que me identificasse. Data de 1973, estava eu com 15 anos (lol).
Susan Kay Quatro nasceu a 3 de Junho de 1950 em Detroit, EUA. Depois de passar por várias bandas com as suas irmãs ao longo dos Estados Unidos no final da década de 60, em 1971 Suzi foi viver e trabalhar para Inglaterra. Suzi atingiu sucesso musical e tornou-se na primeira artista rock feminina com um conjunto de hits número 1 através dos anos 70 e inícios dos 80.

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

"Welcome to my nightmare..."

Desde que descobri o YOUTUBE.COM que uma ideia começou a germinar na minha cabeça: fazer um blog onde postasse os vídeos musicais que me acompanharam desde a minha infância/adolescência até agora.
Assim, desde hoje passa a existir mais um blog neste universo virtual. Será, à priori, totalmente dedicado à minha evolução musical. Como os meus gostos abrangem um vastíssimo leque de estilos, penso que não me faltarão "munições" para ir postando regularmente.
Não é minha intenção fazer deste blog mais um blog activista, nem faço tenções de escrever muito (ou pouco) sobre mim. Sou muito reservada e tímida para isso, como quem frequenta o meu outro blog o saberá muito bem. A ideia subjacente será mais um historial da minha vida mas em termos musicais.
Sempre fui muito ligada à música, e mesmo durante a minha adolescência e por alguns anos, foi mesmo o meu único amor. Por isso aprendi a tocar baixo e sintetizador, dois dos instrumentos que mais me atraíram.
Nas voltas e reviravoltas da vida, tive de me despedir do baixo (Aria Pro II), do amplificador (Furacão), da coluna e do sintetizador (Yamaha). Mas o bichinho musical ficou cá sempre.


Sejam bem vindos amantes de música, saudosistas e curiosos:
WELCOME TO MY NIGHTMARE... AHAHAHAHAH (título de uma música de Alice Cooper).